Quadrilha lavava o dinheiro furtado por meio da compra de criptomoedas, veículos e imóveis de luxo, além do uso de empresas de fachada.

Uma quadrilha especializada em realizar empréstimos consignados de forma fraudulenta em nome de servidores públicos foi detida pela Polícia Federal nesta terça-feira (7/11). Durante a operação, que ficou conhecida como Big Money, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão contra integrantes da organização criminosa.
As investigações tiveram início após a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunicar que mais de 100 servidores públicos tiveram as suas contas pessoais acessadas indevidamente e que foram contraídos empréstimos sem a ciência deles.
Muitos das vítimas, conforme relatado, só souberam da fraude quando receberam o salário com valor menor do que o usual.
Por meio de “técnicas investigativas inovadoras”, e com o apoio da Universidade Federal de Santa Catarina, a PF identificou os integrantes da quadrilha e descobriu que os criminosos aplicavam o mesmo golpe em funcionários de outras instituições, tais como: auditores do trabalho e médicos da Unifest.
Por quais crimes a quadrilha vai responder
Ficou constatado ainda que a organização criminosa estava lavando o dinheiro furtado por meio da compra de criptomoedas, veículos e imóveis de luxo, além do uso de empresas de fachada.
Os investigados devem responder pelos crimes de invasão de dispositivo eletrônico, estelionato qualificado, uso de documento falso, organização criminosa e lavagem de capitais.
O nome da operação faz referência aos altos valores movimentados pela organização criminosa.



