Crime teria ocorrido após a vítima exigir que o soldado terminasse com a atual namorada

Segundo o delegado Paulo Noritika, Kelvin foi localizado após buscas e admitiu o crime. Ele afirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com a cabo e que a discussão começou quando ela exigiu que ele terminasse com a namorada. Ainda de acordo com o depoimento, a vítima teria sacado a arma de fogo. O soldado disse ter segurado a pistola enquanto ela tentava municiá-la e, nesse momento, alcançou a faca militar que estava na cintura da cabo e a golpeou no pescoço.
O delegado informou que a vítima foi encontrada com a arma branca ainda no local da lesão. Após o ataque, Kelvin teria incendiado a fanfarra usando álcool e isqueiro, fugindo em seguida e se desfazendo da pistola. O soldado está sob custódia do Exército e responderá pelo feminicídio da cabo, furto de arma, incêndio e fraude processual, com pena que pode chegar a 54 anos de prisão.
Maria de Lourdes havia ingressado há cinco meses no Exército como musicista. Ela foi encontrada já sem vida por militares do Corpo de Bombeiros, que atuavam no combate ao incêndio. O Comando Militar do Planalto lamentou a morte e afirmou que a família está recebendo apoio.
O 1º Regimento destacou nas redes sociais a trajetória da cabo: “O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas manifesta profundo pesar pelo falecimento da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, cuja trajetória na instituição foi marcada por dedicação, profissionalismo e um compromisso exemplar com o serviço prestado na fanfarra. Neste momento de dor, expressamos nossas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e irmãos de farda.”



