O número deixa o estado entre os dez maiores exportadores do país e mantém trajetória de crescimento ao longo do ano.

Goiás encerrou novembro de 2025 com um resultado positivo na balança comercial, em contraste com o cenário de desaceleração registrado no país. Dados divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg mostram que o Estado exportou US$ 808,6 milhões, importou US$ 449,4 milhões e alcançou um superávit de US$ 359,3 milhões, ampliando sua participação no comércio exterior brasileiro.
Os principais destaques da pauta exportadora continuam concentrados em carnes bovinas congeladas (US$ 186,4 milhões), soja (US$ 132,8 milhões) e milho (US$ 113,6 milhões), além de ferro-nióbio e açúcares de cana, itens que reforçam a força das cadeias produtivas do agronegócio e da indústria ligada a matérias-primas de maior valor agregado.
Do lado das importações, prevalecem produtos imunológicos, ureia e insumos industriais, movimento que indica atividade consistente nos setores produtivos goianos.
Para o analista de Comércio Exterior da Fieg, Flávio Falcão, o desempenho reflete a resiliência do Estado: “Enquanto o Brasil teve um mês mais fraco, Goiás manteve o ritmo exportador e mostrou capacidade de adaptação às condições do mercado internacional”.
O cenário local contrasta com o desempenho nacional, já que, segundo o MDIC, o Brasil registrou em novembro o pior resultado para o mês desde 2021, com queda no volume exportado de commodities agrícolas e minerais. Ainda assim, o país fechou o período com superávit de US$ 5,8 bilhões.
Mesmo diante do ambiente global mais lento, Goiás segue entre os dez maiores exportadores do país e mantém trajetória de crescimento ao longo do ano.



