Bem-vindo – 19/01/2026 09:43

Monitoramento realizado no DF , aponta que moradores do entorno se passam por falsos moradores de rua na Capital

A ação busca garantir que as doações de fim de ano cheguem à famílias em real estado de vulnerabilidade, impedindo fraudes

O Governo do Distrito Federal (GDF) realizou um mapeamento com as pessoas que estão nas vivendo nas ruas do Distrito Federal. O objetivo foi identificar se essas pessoas estão realmente em situação de vulnerabilidade social. Anualmente, observa-se um aumento de alojamentos e barracas nas ruas na capital federal, durante o período de fim de ano e agora, a Casa Civil realiza uma ação específica para garantir que as doações de fim de ano cheguem à famílias que realmente precisam e não a “falsos moradores de rua”.

O levantamento feito pelo GDF revelou que a maioria das pessoas em situação de rua durante o fim de ano tem casa e renda satisfatória. Em geral, são pessoas que moram no Entorno do DF que vem até o Plano Piloto para enganar quem deseja ajudar os desabrigados.

“Quem doa acredita estar ajudando alguém em situação de vulnerabilidade mas, na verdade, acaba doando para quem não precisa e que, muitas vezes, revende o que recebe”, disse o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha.

O GDF e a Casa Civil, com o apoio da Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal), a Secretaria do Desenvolvimento Social (Sedes-DF), além da Polícia Militar do DF (PMDF) e o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), realizam o mapeamento através da colheta de dados de pessoas cadastradas em programas sociais do DF onde é comprovado a situação financeira, para verificar quem de fato necessita das doações e quem está fingindo.

O governo orienta que quem deseja doar para famílias carentes, procure entidades sérias e devidamente credenciadas. No site da Sedes é possível acessar a lista completa de instituições habilitadas para direcionar as doações a quem realmente necessita.

“Com base nas informações colhidas durante as ações, estamos realizando um mapeamento para identificar quem realmente vive em situação de rua e precisa ser acolhido e quem está se passando por pessoa em situação de rua para receber doações”, explicou o secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha.

Ações de acolhimento

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) o estudo mais recente do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), aponta que são 3.521 pessoas em situação de rua no DF. Deste total, 16% são mulheres. No entanto, no período de fim de ano esse número aumenta.

Desde de maio do ano passado, o GDF começou a executar o Plano de Ação para a Política Distrital para a População em Situação de Rua, com ações semanais em várias regiões do DF.

Desde então, já foram realizadas mais de 401 ações de acolhimento, com 2.969 atendimentos realizados. “O número não significa que 2.969 pessoas foram atendidas, tendo em vista que trata-se do somatório diário de atendimentos das equipes e uma pessoa pode ter sido atendida mais de uma vez”, informou a Casa Civil

Durante as ações de acolhimento, as famílias recebem orientações e oferta de diversos serviços em áreas como saúde, educação e assistência social. Também é oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aqueles sem condições de pagar aluguel. Vagas em abrigos, programas de qualificação profissional — como o RenovaDF — e o cadastro para unidades habitacionais também estarão disponíveis.

“O papel do GDF é garantir proteção social e ofertar políticas públicas integradas e adequadas, capazes de fortalecer a autonomia desse público e, consequentemente, contribuir para a saída das ruas”, pontuou a Casa Civil.

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