Militar foi recebido no aeroporto, tomou ciência da decisão do STF, colocou tornozeleira eletrônica e seguiu para casa; ele foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão.

O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida se entregou à Polícia Federal (PF) na noite de domingo (26), no aeroporto de Goiânia, para cumprir prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a polícia, o militar foi recebido no terminal, tomou ciência da determinação judicial, colocou a tornozeleira eletrônica e passou a cumprir a medida em prisão domiciliar.
Em nota, a defesa disse que Guilherme Marques Almeida, sempre colaborou com a justiça e compareceu a todos os atos processuais, sendo a decisão de prisão domiciliar uma medida desnecessária. A prisão domiciliar foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, após a condenação de Almeida pela Primeira Turma do STF. Em outubro, ele recebeu 13 anos e seis meses de prisão, por participação na trama golpista que buscou desacreditar o sistema eleitoral e o resultado das eleições de 2022.
Os ministros entenderam que o tenente-coronel integrou o chamado “núcleo quatro” da investigação, responsável por espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas e por ações voltadas a enfraquecer a confiança nas instituições democráticas.
A decisão do STF impõe ainda restrições, como proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados. Em caso de descumprimento, a prisão domiciliar pode ser convertida em prisão preventiva em regime fechado.



