Governador de Goiás vai às redes sociais apoiar ação dos EUA e deseja que democracia volte ao país vizinho

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reagiu com entusiasmo à notícia da captura de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3). Em pronunciamento oficial, Caiado classificou a data como o “dia da libertação” para os venezuelanos e afirmou que o país vizinho viveu sob o peso de uma “narcoditadura” por mais de duas décadas.
Para Caiado, o desfecho da operação liderada por Donald Trump é o primeiro passo para que a Venezuela reencontre a prosperidade. “Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país”, escreveu o governador.
O apoio de Caiado à ação dos EUA reflete sua posição histórica de crítico ferrenho do regime iniciado por Hugo Chávez em 1998 e continuado por Maduro, marcado por crises econômicas severas e denúncias de violações de direitos humanos.
O que aconteceu na madrugada?
O apoio do governador vem no rastro de um sábado caótico. Caracas, a capital venezuelana, acordou sob o som de pelo menos sete grandes explosões em apenas 30 minutos. Aviões americanos foram vistos cruzando o céu em baixa altitude em uma operação relâmpago que terminou com a prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Enquanto Caiado celebra, em Brasília o clima é de apreensão. O presidente Lula interrompeu suas férias no Rio de Janeiro e convocou uma reunião de emergência com ministros no Itamaraty. O contraste de opiniões mostra o tamanho do racha político no Brasil: de um lado, governadores alinhados à direita comemorando a queda do ditador; do outro, a diplomacia federal tentando entender como lidar com uma invasão militar americana a poucos quilômetros da fronteira brasileira



