Bem-vindo – 22/01/2026 23:58

Operação da PCDF mira quadrilha que aplicava golpe da “falsa central de banco”

Ação mira organização criminosa responsável por prejuízos superiores a R$ 500 mil a vítimas no DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) a Operação Falsa Central. O objetivo é desarticular um grupo criminoso especializado no golpe conhecido como “falsa central de banco”.

As investigações começaram após um crime praticado contra uma idosa no Distrito Federal. Entre os dias 6 e 12 de maio de 2025, a vítima sofreu um prejuízo de R$ 212,5 mil. Para preservar sua imagem, o nome da instituição bancária envolvida não foi divulgado.

De acordo com a apuração, os criminosos se passaram por funcionários do setor de segurança do banco e induziram a vítima a realizar sucessivas transferências bancárias. Um dos autores se apresentou como gerente responsável pela área jurídica e convenceu a idosa a ir até um caixa eletrônico, permanecendo em contato telefônico durante todo o procedimento. Sob o argumento de rastrear valores supostamente desviados, os golpistas orientaram transferências e ainda induziram a vítima a contratar empréstimos de alto valor.

Os recursos obtidos eram repassados a pessoas jurídicas de fachada e a contas de “laranjas”, recrutados por meio de corretagem ilícita, com o objetivo de pulverizar os valores e, posteriormente, direcioná-los aos líderes da organização criminosa.

A partir da análise de vestígios cibernéticos e financeiros, a polícia conseguiu identificar o núcleo central do grupo e seus operadores financeiros. Até o momento, outras dez vítimas foram localizadas no Distrito Federal, elevando o prejuízo total para mais de R$ 500 mil.

No âmbito da operação, a Justiça expediu três mandados de prisão e oito de busca e apreensão, todos cumpridos em endereços na cidade de São Paulo. Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de imóveis e veículos de alto valor, além da suspensão das atividades de empresas ligadas ao esquema. Ao todo, 12 integrantes do grupo já foram identificados e serão indiciados.

Até agora, dois mandados de prisão foram cumpridos. Durante as diligências, os policiais apreenderam computadores, celulares e veículos de alto padrão. A ação mobilizou cerca de 60 policiais e contou com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato qualificado pelo uso de meio eletrônico, violência psicológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem chegar a até 24 anos de reclusão. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas no Distrito Federal.

 

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