Bem-vindo – 03/02/2026 23:34

Caiado vai assumir presidência do PSD com missão de eleger três deputados federais

Movimento atende a exigência de Kassab por ampliação da bancada e reposiciona partido no tabuleiro eleitoral goiano

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deve assumir a presidência estadual do PSD em um movimento articulado com a direção nacional da legenda e voltado à ampliação da bancada federal nas eleições de 2026. A expectativa do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, é clara: garantir ao menos três deputados federais eleitos pelo Estado.

Recém-chegado ao PSD, Caiado passa a ocupar posição central na estratégia de fortalecimento da sigla em Goiás. Avaliações internas indicam que, sob seu comando, o partido terá condições de eleger de três a quatro parlamentares para a Câmara dos Deputados, resultado que elevaria o PSD de um patamar médio para o grupo das legendas com peso relevante no cenário estadual.

A mudança no comando também reorganiza o ambiente político interno. Segundo um assessor do senador Vanderlan Cardoso, o parlamentar não considera deixar o PSD. A leitura é que o partido sai do processo mais robusto, com uma chapa competitiva para deputado federal e maior capacidade de negociação nacional.

O avanço do PSD, contudo, não deve provocar o desmonte do União Brasil, legenda à qual Caiado esteve historicamente ligado. A tendência, de acordo com aliados, é que o partido permaneça sob influência do grupo do governador e seja presidido por Gracinha Caiado, primeira-dama do Estado e apontada como favorita na disputa por uma vaga no Senado.

A estratégia desenhada indica uma divisão funcional de forças: o PSD concentraria a montagem da chapa proporcional federal, enquanto o União Brasil manteria protagonismo na disputa majoritária. O arranjo atende aos interesses de Kassab, que busca ampliar o peso da legenda no Congresso, e preserva o capital político de Caiado em mais de uma frente partidária.

Com a entrada definitiva do governador no comando regional, o PSD passa a operar como um partido grande em Goiás — não apenas pelo número projetado de cadeiras, mas pela capacidade de influenciar alianças, atrair quadros e disputar espaço nas principais decisões do ciclo eleitoral que se aproxima.

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