Caso sério, atitude polêmica e um vídeo que não demorou a se espalhar pelas redes.

Uma audiência virtual da 2ª Vara Criminal de Augustinópolis foi interrompida depois que a ré, Rebeca Barbosa Oliveira, apareceu em vídeo abrindo e bebendo uma cerveja, como se estivesse longe do alcance da Justiça — quando, na verdade, estava diante dela. O que deveria ser um momento de formalidade e respeito terminou em polêmica, surpresa e indignação no interior do Tocantins.
A cena aconteceu durante o interrogatório e não passou despercebida. Gravado, o vídeo mostra o instante em que Rebeca manuseia a garrafa diante da câmera, gesto que causou reação imediata do juiz Alan Ide Ribeiro da Silva. Visivelmente contrariado, ele decidiu interromper a audiência, retirou a ré da sala virtual e foi direto ao ponto: não havia clima, nem condições, para seguir com o ato daquela maneira.
Para o magistrado, a atitude configurou desrespeito ao Judiciário e ao próprio processo. Ainda assim, a audiência não foi totalmente suspensa. O juiz optou por dar continuidade aos trabalhos com a oitiva das testemunhas, além das manifestações da defesa e da acusação.
No julgamento final, Rebeca acabou absolvida da acusação de injúria, por falta de provas. No entanto, foi condenada pelo crime de ameaça, recebendo pena de três meses e dois dias de detenção. Além disso, o comportamento durante a audiência pesou no bolso: a ré foi condenada ao pagamento de dez salários mínimos como punição pela conduta considerada inadequada.
O episódio rapidamente ganhou as redes sociais e reacendeu o debate sobre os limites — e responsabilidades — das audiências virtuais. Entre a praticidade da tecnologia e a necessidade de manter o respeito às instituições, o caso escancarou que, mesmo atrás de uma tela, a Justiça continua exigindo seriedade.



