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“Estão nos perseguindo”, afirma travesti após fechamento de casa de prostituição

Expulsas de ponto de apoio, moradoras deixam imóvel com malas e acusam gestão de perseguição

O desfecho da operação que interditou um ponto de apoio utilizado por travestis no bairro Calixtolândia, na noite desta quinta-feira (5), ganhou um novo capítulo de forte repercussão. Em um áudio que viralizou nos grupos de WhatsApp, uma das moradoras do imóvel soltou o verbo contra a ação que lacrou o local, afirmando que o objetivo real da fiscalização é extinguir a categoria da região.

Diferente do que circulou inicialmente, a gravação não é da proprietária do imóvel, mas de uma das travestis que morava no local. Com tom de revolta, ela afirma: “Eles querem nos acabar, querem acabar com o nosso ponto”. A declaração surge como resposta à interdição feita pela Vigilância Sanitária e pela equipe de Posturas, que apontaram falta de alvará e condições precárias de higiene.

Dezenas de travestis foram flagradas deixando o imóvel carregando malas, sacolas e pertences pessoais, enquanto buscavam outros locais para se abrigar. O ponto servia como base para descanso, alimentação e higiene entre os turnos de trabalho nas ruas próximas.

Operação Sodoma e Gomorra

A ação foi motivada por meses de reclamações de vizinhos sobre episódios de nudez e atos obscenos em via pública, muitas vezes diante de crianças que frequentam a praça do bairro.

Enquanto as autoridades mantêm o imóvel lacrado por questões administrativas, o áudio da moradora continua dividindo opiniões e incendiando o debate sobre os limites da fiscalização e o destino das profissionais que ocupavam a área.

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