O acusados teriam sido denunciados, a denúncia foi investigada e se transformou em inquérito policial

Na época, em 2024, Uma diretora suspeita de racismo e homofobia foi afastada das funções no Colégio Estadual Almirante Tamandaré, segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A Polícia Civil divulgou que cinco funcionários denunciaram a gestora em Valparaíso de Goiás. À polícia, algumas das vítimas contaram ter sido chamadas de ‘negra imunda’ e ‘viado nojento’.
Segundo a delegada Samya Noleto na época, cinco teriam representado queixas crimes contra á acusada. registraram a denúncia dois funcionários da conservação e limpeza, um professor e uma ex-coordenadora, que pediu e conseguiu transferência para outra unidade escolar. O cargo da quinta pessoa não foi divulgado.
Dois ex-dirigentes do Colégio Estadual Almirante Tamandaré, em Valparaíso de Goiás, foram indiciados pela prática de racismo, homofobia, assédio moral e crimes contra a honra. A denúncia foi protocolada contra a ex-diretora e o ex-coordenador da unidade, em 2023. Os episódios de violência teriam atingido diferentes servidores da escola.
De acordo com a investigação, a ex-diretora teria dirigido xingamentos de cunho racial contra uma das vítimas, além de utilizar termos homofóbicos ao se referir a um professor da unidade. O inquérito também aponta acusações de difamação contra outros funcionários da escola. Testemunhas relataram episódios de humilhação, perseguições no ambiente profissional e exposição de servidores em aplicativo de mensagens.
Ao analisar o conjunto de provas, a polícia identificou indícios de autoria e materialidade para os crimes de injúria racial, injúria qualificada por discriminação com base em orientação sexual, difamação e injúria atribuídos à ex-diretora. Já o ex-coordenador foi indiciado por difamação contra servidores da unidade.
O relatório da Polícia Civil com a sensação que aponta um passo importante foi dado em direção à responsabilização dos envolvidos. o indiciamento confirma a gravidade das denúncias e a consistência das provas reunidas durante a investigação.
Ele também ressaltou que os episódios deixaram consequências duradouras para os servidores. De acordo com Saulnier, as vítimas ainda carregam “marcas profundas da violência psicológica sofrida”, destacando que ofensas no ambiente escolar “transcende o momento da agressão, deixando cicatrizes na dignidade e no bem-estar emocional que o tempo, por si só, não apaga”.


