Investigação apura desvio de R$ 2,7 milhões em contrato de tintas firmado em 2024

A ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SEDHS), Luanna Shirley de Jesus Sousa, e o ex-gerente da pasta, Jaisson Veras Normandia, são os principais alvos da Operação Núcleo Paralelo, deflagrada nesta quarta-feira (11). A investigação mira supostas fraudes em contratos milionários firmados pela pasta durante o ano de 2024, na gestão do ex-prefeito Rogério Cruz
De acordo com a Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), o foco central é um contrato de R$ 4,4 milhões para a compra de 10 mil litros de tinta inseticida. O esquema teria gerado um prejuízo estimado em R$ 2,7 milhões aos cofres públicos de Goiânia. Luanna Shirley assumiu a titularidade da secretaria após a saída de Maria Yvelônia e comandava a pasta no período em que as irregularidades teriam ocorrido.
As autoridades apontam que foi criado um “núcleo informal” dentro da secretaria para acelerar a contratação da empresa fornecedora. Entre as falhas graves detectadas estão a entrega de produtos em desacordo com o contrato, fornecimento de material próximo ao vencimento e a ausência de controle no almoxarifado da prefeitura.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados judiciais, incluindo duas prisões temporárias em Brasília (DF) e 11 de busca e apreensão em Goiânia, Valparaíso de Goiás e na capital federal. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de todos os envolvidos para rastrear o destino do dinheiro.
O espaço segue aberto para que a defesa de Luanna Shirley de Jesus Sousa e os demais citados possam se manifestar sobre a operação e as acusações da Polícia Civil.


