O ex-governador pediu até o dia 3 de abril para decidir se aceitará uma eventual aliança nas eleições de 2026 no estado.

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) pediu prazo ao Partido dos Trabalhadores (PT) até o dia 3 de abril para decidir se aceitará uma eventual aliança nas eleições de 2026 no estado. A informação foi divulgada pelo petista Delúbio Soares, que afirmou que a proposta foi apresentada pela presidente estadual do partido, Adriana Accorsi.
Segundo Delúbio, a negociação envolve a formação do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Goiás. De acordo com ele, o PT sinalizou que poderia apoiar uma candidatura de Marconi ao governo estadual, desde que o tucano aceite liderar a campanha de Lula no estado.
“O PT ofereceu, através da presidente Adriana Accorsi, que se ele topar fazer a campanha do presidente Lula em Goiás, o partido pode apoiá-lo”, disse Delúbio em entrevista ao programa Jornal das 12, da Rádio Alvorada de Rialma.
Caso o ex-governador recuse o acordo, a tendência é que o PT lance candidatura própria ao governo de Goiás.
Delúbio Soares, que é pré-candidato a deputado federal, é uma das figuras históricas do PT. Ex-tesoureiro da legenda, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de oito anos de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha no escândalo do Escândalo do Mensalão, revelado em 2005. Ele chegou a cumprir parte da pena após ser preso em 2013, no regime semiaberto.
Enquanto aguarda a decisão de Marconi, o PT ainda não definiu quem será seu candidato ao governo de Goiás. Entre os nomes citados dentro do partido estão Edward Madureira, Professor Jerônimo, Cláudio Curado, Luís César Bueno, Gilvane Felipe e Valério Filho.
A direção do partido avalia que precisa fortalecer o palanque de Lula em Goiás, estado onde o presidente teve desempenho considerado fraco na eleição de 2022. Conversas entre petistas e Marconi Perillo já haviam ocorrido naquele pleito, mas não avançaram na ocasião.


