A PF identificou que ele estava realizando ações para obstruir as investigações, por isso deflagrou essa nova ação

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 31, uma nova fase da investigação que apura venda de decisões de assessores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e cumpriu busca e apreensão na casa de ao menos um deles, Márcio José Toledo Pinto, que já chegou a ser demitido pelo próprio tribunal. A defesa dele ainda não se manifestou.
A PF identificou que ele estava realizando ações para obstruir as investigações, por isso deflagrou essa nova ação. Os investigadores identificaram que Márcio Toledo estava perseguindo e filmando um dos delegados da PF responsável pelo caso. Ele se justificou a interlocutores dizendo que o investigador estava usando um dos seus veículos apreendidos na operação e, por isso, teria realizado essas ações para denunciá-lo.
Os investigadores chegaram a solicitar a prisão temporária dele, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou o pedido. O ministro entendeu que não cabe prisão temporária para caso de obstrução de investigação.
As quebras de sigilo bancário identificaram que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves pagou ao menos R$ 4 milhões a Márcio por meio de uma empresa aberta em nome de sua esposa.
No seu relatório, a Polícia Federal sustentou não ter encontrado até agora nenhum indício de envolvimento dos ministros da corte. Essa conclusão parcial foi produzida pelo novo delegado designado pela PF para conduzir o caso, José Eloísio dos Santos Neto, e entregue ao gabinete do ministro Cristiano Zanin, relator do inquérito no Supremo.
Estadão Conteúdo.


