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Pontos de venda de medicamentos podem dobrar em Goiás, aponta Juceg

Cerca de 5500 supermercados estariam aptos a comercializar remédios

A entrada dos supermercados na venda de medicamentos pode quase dobrar o número de pontos de comercialização em Goiás. A lei sancionada pelo presidente Lula em 23 de março autoriza supermercados e hipermercados a venderem remédios, abrindo uma nova frente de negócios para o setor varejista.

No estado, 5.500 supermercados estão aptos a aderir à modalidade. Somados às 6.574 farmácias já registradas, Goiás poderia superar a marca de 12 mil pontos de venda de medicamentos. Os dados são da Junta Comercial de Goiás (Juceg).

A mudança amplia a conveniência para o consumidor, mas exige investimentos relevantes dos empresários. Para operar, os estabelecimentos precisam cumprir normas sanitárias específicas: área fisicamente separada do restante da loja, controle rigoroso de temperatura, ventilação e iluminação, além da presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento.

De acordo com Euclides Siqueira, presidente da Juceg, os supermercados devem avaliar com cautela os custos antes de aderir ao novo modelo. “Demanda estudo e investimento significativo. Porém, trata-se de um mercado aquecido, sem sazonalidade. Quem tiver condições, certamente enxergará oportunidade nessa nova frente”, afirma.

Siqueira avalia que o número de pontos de venda deve crescer, mas afirma que ainda é cedo para estimar a expansão. “Mesmo um aumento entre 20% e 30% representaria centenas de novos estabelecimentos, com impacto direto na geração de empregos e renda”, diz.

A legislação também autoriza a venda online de medicamentos, desde que realizada por empresas regularizadas e com cumprimento das normas sanitárias. As operações poderão ocorrer diretamente pelo CNPJ do supermercado ou em parceria com farmácias já credenciadas.

Para o presidente da Juceg, a mudança representa “uma flexibilização orientada pela concorrência e pelo acesso”, sem alterar o modelo sanitário do setor farmacêutico brasileiro. Ele alerta, entretanto, para a necessidade de fortalecer a fiscalização, especialmente em municípios menores.

 

 

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