Proposta enxuta tenta evitar mudanças no Congresso enquanto pressão nas redes empurra governo a agir rápido

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar ao Congresso, em regime de urgência, um projeto para extinguir a escala 6×1, substituindo pelo modelo 5×2 e reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
O Palácio do Planalto bateu o martelo: quer mexer direto em um dos pontos mais sensíveis da rotina do trabalhador brasileiro. A proposta que será enviada ao Congresso prevê o fim da escala 6×1 — quando se trabalha seis dias para folgar um — e a adoção do modelo 5×2, com dois dias de descanso semanal.
Além disso, o texto reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas, mantendo os salários. A medida será enviada com urgência constitucional, mecanismo que obriga o Legislativo a analisar o projeto em prazo mais curto.
A estratégia do governo é clara: um texto curto e direto, focado apenas nas mudanças principais. A ideia é evitar que o projeto vire alvo de alterações profundas durante a tramitação e acabe descaracterizado no Congresso.
Nos bastidores, a avaliação é de que o tema ganhou tração popular — e pode render dividendos políticos. A pressão veio de baixo para cima, impulsionada por relatos de exaustão de trabalhadores nas redes sociais.
A mobilização teve como um dos principais rostos o vereador Rick Azevedo e a deputada Erika Hilton, que amplificaram o debate e ajudaram a transformar a pauta em tendência nacional.
Com o tema em alta e forte engajamento digital, o governo aposta que a proposta pode avançar com apoio popular — e pressionar o Congresso a não desidratar o texto.


