Operações “Rio Vermelho” e “Makot Mitzrayim” apuram corrupção, lavagem de dinheiro e superfaturamento

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) duas grandes operações simultâneas para desarticular esquemas de corrupção que drenaram recursos da saúde durante a pandemia de Covid-19 em Goiás. Ao todo, são cumpridos 50 mandados judiciais, incluindo quatro prisões preventivas.
Informações iniciais indicam que um médico de renome, apontado como um dos líderes do esquema, foi preso em sua residência no setor Jardim Goiás, em Goiânia. O profissional é investigado por sua atuação à frente de uma Organização Social (OS) que administrou unidades de saúde no estado, incluindo o Hospital de Urgências de Goiás (HUGO), entre os anos de 2020 e 2022.
Quarteirização e “Quinteirização”
Já a Operação Makot Mitzrayim foca no complexo sistema de “quinteirização” de serviços. Segundo a PF, organizações sociais que atuaram em Goiás contratavam empresas de fachada ou parceiras com valores inflados. O dinheiro desviado não apenas enriquecia os dirigentes, mas também era usado para pagar propina a servidores públicos que deveriam fiscalizar os contratos.
Raio-X das Operações:
- Makot Mitzrayim: 18 mandados de busca em GO, TO e MA. Foco em desvios por camadas de subcontratação.
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Rio Vermelho: 28 mandados de busca e 4 prisões preventivas em Goiânia (GO), Brasília (DF) e São José do Rio Preto (SP). Foco em lucros indevidos em hospitais de campanha.
- As investigações apontam que a estrutura das OSs foi usada para maximizar lucros privados em cima da tragédia da pandemia, precarizando o trabalho de profissionais de saúde e favorecendo empresas ligadas aos próprios dirigentes das entidades.


