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Abandonou o barco ; Wilder Morais não votou contra indicado por Lula ao STF

Senador de Goiás divulga vídeo em que comemora resultado, apesar de não registrar presença na votação que barrou Jorge Messias

O senador Wilder Morais (PL) publicou, na noite de quarta-feira (29/4), um vídeo no qual aparece no plenário do Senado comemorando a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Messias teve o nome barrado pela Casa. Na publicação, o parlamentar classifica o resultado como “grande dia” e “vitória”, embora não tenha registrado presença nem participado da votação.

“Hoje nós damos a resposta e cumprimos nosso papel”, afirmou o senador, mesmo sem participar formalmente da deliberação. Wilder estava no Senado durante a sessão, acompanhou a votação, mas optou por não registrar voto. A ausência no painel eletrônico contrasta com a manifestação pública posterior, em que o parlamentar associa o desfecho ao desempenho da oposição.

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi informado de que não era necessário aguardar o registro do voto do senador goiano. A não participação levanta questionamentos sobre a posição política de Wilder no episódio. Levantamento sobre votações indica que Wilder teve 53% de alinhamento com o governo Lula em 2023 e 2024. O índice considera a coincidência entre o voto do parlamentar e a orientação governo petista. Ausências e abstenções reduzem esse percentual.

Não é a primeira vez que Wilder tem comportamento político que acaba beneficiando opositores históricos do bolsonarismo. O histórico político do senador inclui ainda a realização de um jantar, em Brasília, na véspera da sabatina de Alexandre de Moraes que acabou resultando na sua entrada no STF. O encontro ocorreu em uma embarcação de propriedade de Wilder Morais, no lago Paranoá. Segundo relatos divulgados na ocasião, o ministro respondeu a perguntas sobre sua relação com o ex-deputado Eduardo Cunha e sobre casos ligados à sua atuação como advogado. Moraes acabou se tornando um algoz do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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