Pesquisa eleitoral

Uma nova pesquisa do instituto Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (6), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não apenas perdeu a gordura na liderança, como já aparece numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno. O levantamento confirma uma tendência perigosa para o governo: a rejeição ao petista está pavimentando o caminho para a oposição.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-05356/2026.
Pela segunda vez nesta semana, um levantamento de peso mostra o “Zero Um” superando o atual presidente na hora do “vamos ver”. No embate direto, Flávio Bolsonaro aparece com 45,3% das intenções de voto, enquanto Lula soma 44,7%.
Embora o cenário configure um empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, a liderança numérica de Flávio acende um sinal de alerta máximo no QG petista. O dado reforça a tese de que a polarização continua viva e que o herdeiro político de Jair Bolsonaro conseguiu consolidar o voto anti-PT.
Lula também não encontra vida fácil contra outros nomes da direita e centro-direita. Em todos os cenários de segundo turno, o presidente encontra dificuldades para romper a barreira dos 45%:
-
Contra Ronaldo Caiado (PSD): Lula tem 44,7% contra 40% do ex-governador goiano.
-
Contra Romeu Zema (Novo): O petista aparece com 44% contra 39% do mineiro.
Esses números mostram que, mesmo contra candidatos com menor recall nacional que os Bolsonaro, Lula permanece estagnado, dependendo quase exclusivamente da margem de erro para se manter em vantagem.
Primeiro turno
Apesar do foco no segundo turno, a largada da corrida também mostra um duelo particular entre as duas maiores forças políticas do país. No primeiro turno, Lula mantém a ponta com 40%, mas é seguido de perto por Flávio Bolsonaro, que registra 36%. Candidatos como Caiado (5,6%), Zema (3%) e Ciro Gomes (2,3%) continuam sem conseguir furar a bolha da polarização.
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas em todo o território nacional entre os dias 1 e 5 de maio. O levantamento tem um grau de confiança de 95% e a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.



