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Quatro pessoas estão desaparecidas ao sofrerem acidente com canoa que virou próximo à hidrelétrica em Goiás

Maxwell Alves, Mábia Glória, Dinei Marinho e Vanessa Silva estão desaparecidos desde domingo (10), após uma mudança repentina no tempo durante passeio de canoa no lago da Usina Serra de Caiapó, em Iporá

Maxwell Alves, Mábia Glória, Dinei Marinho e Vanessa Silva estão desaparecidos desde domingo (10)

O desaparecimento de quatro pessoas durante um passeio de canoa no lago da Usina Serra de Caiapó, na zona rural de Iporá, mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros desde a tarde de segunda-feira (11). As buscas foram retomadas por volta das 6h30 desta terça-feira (12), com apoio de mergulhadores enviados de Goiânia.

Segundo os bombeiros, Maxwell Alves de Oliveira, Mábia Glória de Oliveira, Dinei Marinho e Vanessa Silva passavam o domingo (10) em um rancho próximo ao lago da usina quando decidiram entrar em uma canoa para passear. Durante o trajeto, o tempo mudou repentinamente e, depois disso, eles não foram mais vistos.

Familiares perceberam o desaparecimento e iniciaram buscas por conta própria utilizando outras canoas e jet skis. Mesmo após várias tentativas, eles não conseguiram localizar o grupo. Ao retornarem ao rancho, encontraram os carros das vítimas estacionados no local, aumentando ainda mais a preocupação.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h de segunda-feira. Assim que chegaram à região, os militares começaram as buscas e receberam uma informação decisiva de um funcionário da usina. O trabalhador relatou ter visto a canoa depois do vertedouro — estrutura usada para controlar o nível da água da represa.

Após o relato, o funcionário acionou um sistema para reduzir parcialmente o nível da água na área indicada, permitindo que os bombeiros concentrassem as buscas naquele trecho do lago. Mesmo durante a noite, as equipes continuaram o trabalho intenso na tentativa de encontrar as vítimas.

Em um vídeo gravado no local, um bombeiro explica a dificuldade da operação e o risco da área onde a embarcação teria sido levada pela correnteza.

“Então aqui vai precisar de mergulhador e aqui por lá de baixo depois dessa pedra aqui tem mais outro poço profundo lá ó e aí o rio segue então ou eles estão por aqui ou a água levou eles mais para baixo mas tudo indica que a canoa desceu o vertedor aqui ó dá mais ou menos uns 30, 40 metros”, relatou o militar.

Até o momento, os bombeiros encontraram apenas alguns pertences das vítimas, como toalhas, roupas e uma caixa térmica. Nenhuma das quatro pessoas havia sido localizada até a última atualização da ocorrência.

A principal suspeita é de que a canoa tenha sido arrastada pela força da água após passar pela região do vertedouro. Por causa da profundidade e da correnteza, mergulhadores especializados foram deslocados de Goiânia para reforçar os trabalhos na manhã desta terça-feira.

O caso segue mobilizando moradores da região e familiares das vítimas, que acompanham com apreensão cada etapa das buscas no lago da usina.

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