Homem foi detido no município de Barra do Garças (MT)

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Goiânia – 1ª DRP, deflagrou nesta segunda-feira (1º/6) a Operação Conduta Obsessiva, que resultou no cumprimento de mandado de prisão preventiva contra um homem investigado pela prática dos crimes de perseguição (stalking) e violência psicológica contra uma jovem d Goiânia e seus familiares.
A prisão foi cumprida no município de Barra do Garças (MT), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, após trabalho investigativo que permitiu identificar e localizar o investigado.
O caso
Os fatos tiveram início em 2021, quando a vítima principal ainda era adolescente. Desde então, o investigado teria desenvolvido um comportamento persistente e invasivo, marcado pelo envio de presentes não solicitados, mensagens reiteradas, declarações amorosas não correspondidas e tentativas constantes de aproximação.
Com o passar do tempo, a perseguição teria ultrapassado a esfera da vítima principal e alcançado diversos integrantes de sua família. O investigado passou a localizar números de telefone, perfis em redes sociais e outras informações pessoais de familiares, intensificando os contatos por meio de mensagens, áudios, fotografias e envio de presentes.
As diligências revelaram um padrão de comportamento reiterado ao longo de aproximadamente quatro anos, período em que as vítimas relataram crescente sensação de insegurança, invasão de privacidade e temor diante da insistência e da escalada das condutas praticadas.
O investigado já responde a processo criminal pela prática do crime de tentativa de homicídio. Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, foram executadas medidas judiciais destinadas à coleta de elementos probatórios que contribuirão para o aprofundamento das investigações e completo esclarecimento dos fatos.
O nome da operação faz referência ao padrão comportamental investigado, caracterizado por insistência prolongada, monitoramento indevido da rotina das vítimas e busca incessante por aproximação, mesmo diante da ausência de qualquer vínculo ou reciprocidade.



