Grupo de motociclistas usava aplicativo de mensagens para organizar ações de tumulto e intimidação contra rede de restaurante no DF

Um grupo criminoso – composto, em sua maioria, por entregadores de aplicativo – foi preso, nesta terça-feira (23/6), por utilizar grupos de mensagens para organizar os chamados “bololôs”. A ação tinha o objetivo de promover perturbação da ordem pública, intimidação coletiva, tumulto e possíveis atos de vandalismo contra o restaurante Feijoada do Imperador, que possui unidades em Águas Claras, Vicente Pires e Cruzeiro.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o grupo utilizava aplicativos de mensagens para combinar encontros e deslocamentos em massa para diferentes regiões.
As ações foram identificadas pelo serviço de inteligência da corporação, que passou a monitorar as movimentações dos integrantes. Com base nas informações obtidas, equipes policiais realizaram ações preventivas e abordagens nas regiões de Águas Claras, Vicente Pires e Cruzeiro.
Um dos autores também foi autuado por adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Conforme informou o delegado e plantonista da 5ª DP Sérgio Bautzer, o chamado “bololô” consiste na mobilização coordenada de dezenas de motociclistas para perturbar a tranquilidade de pessoas ou estabelecimentos comerciais específicos.
“Normalmente, os participantes se organizam por meio de aplicativos de mensagens e redes sociais para comparecer em grande número a determinado local, promovendo algazarra, intimidação coletiva, tumulto e, em algumas situações, atos de vandalismo ou depredação”, disse o delegado.
Ainda segundo ele, a prática pode causar “prejuízos ao patrimônio, comprometer a ordem pública e afetar diretamente a sensação de segurança da população”.



