Governador comentou resultado do Enamed

Repercutindo a polêmica sobre o baixo desempenho dos cursos de medicina do Brasil no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), o governador Ronaldo Caiado usou as redes sociais para tecer críticas ao grande número de novas faculdades de medicina no país.
Para o chefe do Executivo estadual, o Enamed jogou luz em instituições que são, na verdade, “bets travestidas de faculdades”. “Como médico e governador, afirmo: o resultado do Enamed, que reprovou 107 faculdades de medicina, escancara um estelionato educacional. A formação médica virou um jogo de azar, e quem perde é o paciente”, escreveu Caiado.
O governador completou, frisando que, em sete anos de governo em Goiás, não autorizou nenhuma nova faculdade de medicina, mesmo sob forte pressão política e econômica. “Não negocio a segurança da saúde pública. Defendo rigor na avaliação do ensino superior. Faculdade sem qualidade não pode funcionar. Medicina não é aposta.”
Levantamento
Segundo o Ministério da Educação (MEC), cerca de um terço dos cursos de medicina do país não alcançaram desempenho proficiente no Enamed, cuja nota varia de 1 a 5 – as notas 1 e 2 são consideradas não proficientes pela pasta.
A nota é utilizada para compor o conceito Enade. Segundo o MEC, 351 cursos de todo o país participaram do exame, incluindo universidades públicas (federais, estaduais e municipais), privadas com e sem fins lucrativos e especiais. De acordo com o ministério, os cursos foram distribuídos da seguinte forma:
Conceito 1: 7,1% dos cursos
Conceito 2: 23,6% dos cursos
Conceito 3: 22,7% dos cursos
Conceito 4: 33% dos cursos
Conceito 5: 13,6% dos cursos
Das 351 instituições avaliadas, 304 estão sob o crivo do MEC – são as universidades federais e as privadas com e sem fins lucrativos. Estaduais e Municipais não podem ser supervisionadas pela pasta. Entre elas, 99 cursos sofrerão sanções do Ministério da Educação.
Entre os 99 cursos que poderão sofrer sanções do MEC, oito terão o vestibular suspenso; outros 13 cursos terão redução de 50% das vagas; 33 terão redução de 25% das vagas. Além disso, esses cursos terão a suspensão do Fies e haverá uma avaliação em relação à continuidade de outros programas federais. Os 45 cursos restantes serão proibidos de ampliar suas vagas. A aplicação das sanções é definida a partir do percentual de proficiência dos estudantes verificado em cada curso que ficou com nota geral 1 e 2.
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Fonte: A Redação



