Durante buscas realizadas no local, a policial civil encontrou produtos que foram usado em pacientes que venceram no ano de 2020, a policia não divulgou o nome da clínica e os envolvidos.

Foi aberta uma investigação criminal para apurar a suposta prática do crime de venda de matéria-prima ou mercadoria inapropriada para o consumo, que estava sendo praticado em uma clínica de estética, enquanto os produtos vencidos e reutilizados eram armazenados em uma clínica médica.
O fato chegou ao conhecimento desta unidade policial, através do depoimento prestado por uma ex-funcionária da empresa, que sustentou presenciar o ato, apresentando, inclusive fotografias de produtos vencidos em uma lixeira da clínica.
A CLÍNICA objeto da investigação trabalha com aplicação de enzimas “lipo sem corte”, botox, tratamento de pilling químico, entre outros, mas estava utilizando um freezer comum de uso para finalidades diversas, de uma outra empresa, para conservar as ENZIMAS utilizadas para realizar a “LIPO ENZIMÁTICA ou SEM CORTE”, bem como usava AMPOLAS DE ENZIMAS vencidas há mais de 1 (um) ano. Tal medida tinha por finalidade dificultar a fiscalização, pois o outro estabelecimento era utilizado apenas para para serviços de saúde e imagem.

A delegada do caso representou pela busca e apreensão nas localidades, as quais foram deferidas e cumpridas nesta data. Nos pontos comerciais, de pronto, foram verificadas inúmeras irregularidades, dentre estas, a total ausência de alvará para funcionamento, ocasionando a interdição do ambiente pela vigilância sanitária municipal.
Como o apoio da Polícia Técnico-Científica, constataram-se que vários produtos que apresentavam uso recente (ampolas quebradas e sem conteúdo dentre seringas descartadas) estavam vencidos desde 2021 ou não possuíam data de validade. Já na clínica médica, existia ampola de botox vencida e em uso, dentro de um frigobar. Também foram encontrados vários vasilhames de cremes para fins estéticos vencidos, devidamente guardados e ainda lacrados.
Durante a busca policial
No momento das buscas, não foram localizados pacientes fazendo uso dos produtos, contudo, tais bens foram apreendidos para fins perícia. As clínicas foram interditadas e os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia para fins de esclarecimento. Como explicação, a médica responsável pelos estabelecimentos sustentou que todos estes produtos vencidos seriam de uso particular e que as ampolas encontradas no lixo estavam aguardando o recolhimento por uma empresa específica por quase três anos.
Não fora constatada a situação flagrancial no momento da operação, razão pela qual as investigações seguem mediante apuração através de Inquérito Policial.



