Daiane afirma ter sofrido soco e cotovelada durante confronto com o homem

À medida que o mistério em torno do desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43 anos, em Caldas Novas, persiste há 34 dias, investigações vasculham o passado para encontrar pistas que possam levar ao paradeiro da mulher. Uma das hipóteses consideradas é de que o sumiço tenha tido relação com uma série de desentendimentos ocorridos entre ela e o síndico do prédio onde morava. um depoimento prestado por Daiane à Polícia Civil em agosto de 2025, oportunidade em que ela detalhou episódios de perseguição, agressão e constrangimento sofridos meses antes do sumiço.
Daiane, ainda no vídeo, relata ainda um episódio em que confrontou o síndico pessoalmente sobre a falta de água em um dos apartamentos da família. “Quando fui subir junto com ele, constatei que o registro estava fechado. Comecei a filmar, e ele me deu um soco, uma cotovelada no rosto. Meu celular e meus óculos caíram. Ele ainda disse: ‘Eu não vou ser preso porque não sou da sua laia, sua nega’”, disse, ressaltando o constrangimento e a humilhação vividos. Ela afirma, no registro, que nunca agrediu o síndico. “Em nenhum momento, nem com palavras, nem com nada. Eu só quero o direito de ter tranquilidade na casa da minha mãe e segurança nossa, que deveria vir dele, mas não vem.”

A Polícia Civil segue ouvindo moradores, funcionários do condomínio e analisando documentos internos, incluindo informações sobre o corte de energia e o funcionamento do sistema de monitoramento, além da quebra de sigilo bancário e outros materiais. Segundo os investigadores, nenhuma possibilidade está descartada.



