Nesta segunda-feira (13), mulher foi morta pelo ex-companheiro no Gama. Leonardo Sant’Anna, pesquisador na área de segurança pública, diz que mais programas e celeridade da Justiça são fundamentais para inibir agressores.
A 6ª vítima de feminicídio do Distrito Federal chegou no Gama para morar com a mãe em 25 de dezembro passado.
A cada sete dias, uma mulher, em média, foi vítima de feminicídio no Distrito Federal em 2023. Até esta segunda-feira (13), foram, pelo menos, seis mortes provocadas por condição de gênero em Brasília. Esfaqueadas, enforcadas e baleadas, essas mulheres, de diferentes regiões, foram assassinadas pelos companheiros.
Para o especialista em segurança pública Leonardo Sant’Anna, falta assistência jurídica e policial para reduzir esse número de crimes. Sant’Anna explica que há uma “sensação de falta de punibilidade momentânea” por parte dos agressores.
“Por exemplo, uma medida protetiva pode demorar até 48 horas para ser expedida pela Justiça. Nesse tempo espaço de tempo, uma pessoa que planeja o crime pode ter uma percepção de que a lei não vai alcançá-lo”, diz Leonardo Sant’Anna. De acordo com o pesquisador, “o ideal é que os agressores não se sintam confortáveis em descumprir as normas”. Para isso, o especialista defende que Brasília, apesar de ser privilegiada em canais de assistência à mulher, precisa de mais programas.



