Silvania e foi presa durante uma operação da Polícia Civil na quinta-feira (20). Uma comparsa dela, também falsa enfermeira, está foragida

A falsa enfermeira Maria Silvânia Ribeiro da Silva, de 39 anos, presa pela Polícia Civil por lesão corporal grave em pacientes de duas clínicas de estética, foi candidata a vereadora em 2024, em Aparecida de Goiânia. No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mulher até se declarou como médica. Entre os casos investigados na operação está o de um homem que ficou impotente após realizar preenchimento peniano com Luana Nadejda Jaime, considerada foragida pela polícia, também investigada na operação.
Com o nome de “Dra. Silvana”, a suspeita concorreu ao cargo pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB). De acordo com informações do TSE, Maria Silvânia declarou que tem ensino superior completo, e sua ocupação é médica. Nas redes sociais, Silvania divulgou sua candidatura. Em uma das publicações, a legenda dizia “pós-graduada em estética avançada e massoterapia”. De acordo com a delegada Déborah Melo, todos os diplomas e até um certificado de enfermagem de Silvania são falsos.
O site do TSE também mostra que Silvana recebeu pouco mais de R$ 5 mil em fundos partidários. Apesar disso, ela não chegou a ser eleita e teve um total de 31 votos. As informações foram publicadas pelo portal G1.
Alvo de operação da PC
Silvania foi presa durante uma operação da Polícia Civil na quinta-feira (20). Segundo a corporação, ela responde por lesão corporal grave em razão de uma paciente que acabou internada na UTI e foi entubada após um procedimento estético na clínica dela, em 2023.
Segundo Déborah Melo, delegada responsável pelas investigações, após tomarem conhecimento do caso, os policiais e a Vigilância Sanitária de Aparecida de Goiânia foram até a clínica de Maria Silvânia, encontraram irregularidades e interditaram a clínica.
Na delegacia, Silvania chegou a declarar que havia feito biomedicina on-line e uma pós-graduação com Luana Nadejda Jaime, de 45 anos, considerada foragida pela polícia até a última atualização desta reportagem por quatro denúncias de lesão corporal, também contra pacientes de outra clínica.
De acordo com a polícia, ambas utilizaram certificados falsos de enfermagem.



