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Goiano suspeito de aplicar desinfetante na veia de pacientes em hospital tem prisão prorrogada

Goiano é apontado como principal autor dos homicídios. Polícia apura 20 homicídios atribuídos ao técnicos, sendo que três ocorreram no Hospital Anchieta

O técnico em enfermagem goiano Marcus Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, teve a prisão prorrogada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) por mais 30 dias. A decisão, que atendeu pedido da Polícia Civil brasiliense, também se estendeu às profissionais Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22. Os três são acusados de provocar 20 mortes injetando desinfetante e altas doses de medicamento.

O trio é suspeito de ter provocado 20 mortes, de acordo com a PC. Três vítimas já foram identificadas como sendo pacientes do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Os investigados já cumpriam prisão temporária de 30 dias e, agora, permanecerão presos pelo mesmo período. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 10.

Investigações da corporação apontaram que o trio provocou parada cardíaca nos pacientes João Clemente Pereira, de 63 anos; Marcos Moreira, de 33 anos; e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos – essa última teve desinfetante aplicado na veia após tentativas falhas de homicídio com medicamentos.

Os suspeitos aumentavam as doses dos remédios em até 10 vezes, os tornando tóxicos e fatais. A Operação Anúbis, que resultou nas prisões, segue em andamento. A expectativa é que, com a consolidação dos depoimentos e dos laudos periciais, o inquérito seja concluído nas próximas semanas.

Prisão e investigação 

O caso foi denunciado à polícia pelo próprio Hospital Anchieta, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes supracitados, como a repentina piora no quadro após cuidados do trio. A unidade de saúde informou que “o hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”.

Ao tomar conhecimento das mortes, a PC realizou a primeira fase da Operação Anúbis no dia 11 de janeiro. Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás.

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