TRE confirmou que houve omissão de despesas eleitorais, identificadas por notas fiscais emitidas no CNPJ da campanha e não declaradas.

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB), que pretende disputar (de novo) o governo de Goiás, entrou oficialmente na fase de cumprimento de condenação na Justiça Eleitoral e terá que devolver R$ 174.425,67 ao Tesouro Nacional. O valor é resultado de irregularidades apontadas na prestação de contas da campanha ao Senado em 2022.
A determinação foi publicada no Diário Oficial do Tribunal Regional Eleitoral em Goiás desta segunda-feira (02). A cobrança é movida pela União Federal e já tramita no TRE de Goiás, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) bater o martelo e rejeitar todos os recursos apresentados por Marconi. A decisão foi unânime e relatada pelo ministro Antonio Carlos Ferreira, que não conheceu o agravo interno do ex-governador.
Na prática, o TSE confirmou que houve omissão de despesas eleitorais, identificadas por notas fiscais emitidas no CNPJ da campanha e não declaradas. Marconi alegou que empresas teriam emitido notas por erro, incluindo a Smart7 Digital Ltda, com nota de R$ 100 mil, mas a Justiça foi clara: declaração unilateral não vale. Só o cancelamento da nota comprova erro — e isso não aconteceu.
Apenas uma despesa, de R$ 36 mil, da Editora Gráfica Sete Ltda, foi excluída após cancelamento formal. O restante virou dívida. Com isso, o processo agora sai do debate jurídico e entra no bolso. Se não pagar ou parcelar, a cobrança avança. Nos bastidores do TRE, o recado é direto: conta de campanha não some com o tempo.



