O interesse do ministro da justiça seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à Presidência

Dois ministros do governo Lula já manifestaram o desejo de deixar seus cargos no início deste ano. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comunicaram ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a intenção de saída, o que pode acelerar uma reformulação no primeiro escalão.
Lewandowski conversou com Lula no fim do ano passado e, segundo integrantes do Ministério da Justiça, sinalizou na virada do ano que pretende antecipar sua saída. A intenção do ministro seria deixar a pasta ainda nesta semana, preferencialmente até sexta-feira (9). Entre técnicos do ministério, há quem defenda sua permanência ao menos até a conclusão da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que ainda precisa ser votada no plenário da Câmara dos Deputados e no Senado.
Já Fernando Haddad também tratou com o presidente sobre a possibilidade de deixar o Ministério da Fazenda neste início de ano. O ministro indicou que poderia permanecer no cargo até o fim de fevereiro. Nos bastidores, a tendência é que o secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assuma o comando de forma interina.
O interesse de Haddad seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à Presidência. No PT, no entanto, também são discutidos outros caminhos para o ministro, como uma eventual candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado. Mesmo antes de uma saída formal, o ministério da Fazenda já começou a passar por mudanças em seu quadro de secretários.
As sinalizações reforçam a expectativa de ajustes no governo nos próximos dias, em meio às articulações políticas e ao cenário eleitoral que começa a se desenhar.



