Bem-vindo – 26/01/2026 20:46

Madrasta vai para rede social denunciar um possível assédio contra menino de 13 anos em alojamento ligado ao Atlético-GO; veja relato

Caso envolvendo atleta de base é investigado após denúncia feita pela família

Uma madrasta denunciou nas redes sociais um suposto caso de assédio envolvendo um menino de 13 anos, atleta de futebol de base, durante a participação em um campeonato no interior de São Paulo. Conforme publicado pelo jornal O Globo, o caso teria acontecido em alojamentos utilizados por atletas convidados pelo Atlético Goianiense. O relato foi feito pela empresária Camila Marques, de 34 anos, que afirma que o adolescente teria sido vítima de assédio sexual, intimidação e tentativa de silenciamento durante o período em que esteve hospedado nos locais indicados pelos organizadores do torneio.

De acordo com Camila, o episódio mais grave ocorreu em um segundo alojamento improvisado, instalado em um salão paroquial. Durante a madrugada, um homem adulto que se apresentava como cozinheiro teria seguido o adolescente até o banheiro e iniciado uma conversa considerada inadequada. Com medo, o menino se trancou em uma das cabines e gravou cerca de sete minutos de áudio, sem que o adulto percebesse.

— “Ele ficou com medo de sair do banheiro e só voltou para o alojamento depois de algum tempo”, relatou a madrasta.

Relato de intimidação após o episódio

Ainda conforme a denúncia, após retornar ao primeiro alojamento, o adolescente teria sido orientado por um homem que se apresentou como dirigente a não comentar o ocorrido. A madrasta afirma que a situação foi percebida pela família como uma tentativa de intimidação.

O relato também menciona um episódio anterior envolvendo um motorista do ônibus oficial, que teria entrado de madrugada no alojamento coletivo fumando e gritando, causando confusão entre crianças e adultos responsáveis.

Após retornar ao Rio de Janeiro, o adolescente contou o que havia ocorrido à família e apresentou o áudio gravado. Segundo Camila, além desse material, a família afirma possuir outros registros, como vídeos e mensagens, que serão apresentados às autoridades.

— “Ele teve coragem de falar. Muitas crianças passam por situações parecidas e se calam por medo”, disse.

O caso foi registrado na polícia e segue sob investigação. A família informou que também pretende adotar medidas judiciais e cobra providências dos clubes e organizadores de competições de base.

Posicionamento do Atlético-GO

Em nota, o Atlético Clube Goianiense afirmou que tomou conhecimento das denúncias e reiterou seu repúdio a qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes.

O clube esclareceu que o convite ao atleta partiu de uma escolinha franqueada, cujo responsável legal estaria presente durante a competição. Apesar de não ter ingerência administrativa direta sobre a gestão das unidades franqueadas, o Atlético-GO afirmou exigir delas padrões rigorosos de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade.

A nota informa ainda que o clube designou o vice-presidente executivo e profissionais do Departamento de Psicologia para acolher a família e acompanhar a apuração dos fatos. O Atlético-GO destacou que os episódios relatados ocorreram fora de suas dependências, em alojamentos disponibilizados pela organização do torneio, mas afirmou que irá colaborar com as autoridades competentes para o esclarecimento do caso.

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