A redução da jornada máxima para 40 horas semanais é viável do ponto de vista econômico, diz Ministro do Trabalho

O ministro do Trabalho e Emprego afirmou nesta terça-feira (30) que o cenário eleitoral de 2026 pode influenciar diretamente as discussões no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. Segundo ele, o período pré-eleitoral pode, inclusive, impulsionar o avanço das negociações, a depender da mobilização da sociedade.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva para apresentação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Na avaliação do ministro, a pressão popular pode ser decisiva para destravar o debate no Legislativo.
“Depende muito de como a classe vai se mobilizar. A isenção do Imposto de Renda, por exemplo, não avançou por iniciativa do Congresso, mas pelo calor das ruas. Aquela unanimidade foi forçada. Se o Congresso perceber que rejeitar esse tema pode impactar votos, pode querer aprovar”, afirmou.
O ministro destacou que o debate sobre a jornada de trabalho precisa considerar indicadores econômicos como rotatividade e qualidade dos empregos gerados no país. Ainda assim, avaliou que o Brasil já reúne condições para enfrentar mudanças estruturais no modelo atual.
Para ele, a redução da jornada máxima para 40 horas semanais é viável do ponto de vista econômico.
“A economia brasileira já está madura. É plenamente possível fazer essa mudança. Não vejo um movimento que impeça a aprovação pelo fato de ser um ano eleitoral”, reforçou.
A proposta de revisão da escala 6×1 tem ganhado espaço no debate público e deve seguir como um dos temas centrais das discussões trabalhistas no Congresso nos próximos meses.



