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Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro

Decisão do STF atende parecer da PGR e prevê reavaliação do regime após período de recuperação de 90 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro volte a cumprir pena em regime de prisão domiciliar pelo prazo de 90 dias. A medida tem como objetivo permitir a recuperação de um quadro de broncopneumonia. Ao final desse período, o ministro deverá reavaliar a necessidade de manutenção do benefício.

O histórico recente de saúde do ex-presidente inclui outros episódios desde o início do cumprimento da pena. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em prisão domiciliar, Bolsonaro precisou de atendimento após apresentar vômitos, tontura e queda de pressão. Já em janeiro deste ano, durante período em uma unidade da Polícia Federal, ele foi hospitalizado após passar mal e sofrer uma queda dentro da cela.

Posteriormente, a pedido da defesa, Bolsonaro foi transferido para uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar no Complexo da Papuda, estrutura que conta com acompanhamento médico contínuo, fisioterapia e adaptações para atendimento de saúde. No local, ele também recebeu mais de 140 atendimentos médicos, incluindo consultas diárias.

A atual autorização de prisão domiciliar ocorre após negativa anterior do próprio Moraes, no início de março. Na ocasião, o ministro afirmou que a medida era excepcional e que Bolsonaro não preenchia os requisitos necessários, citando, entre outros pontos, a intensa agenda de visitas e a ausência de indicação médica para cuidados hospitalares permanentes naquele momento.

Bolsonaro havia sido preso preventivamente em novembro, após descumprir regras do regime domiciliar ao violar o uso de tornozeleira eletrônica. Dias depois, Moraes determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado, após condenação por liderar organização criminosa com o objetivo de se manter no poder após as eleições de 2022.

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