Inquérito apura possíveis irregularidades na gestão do Hospital Municipal Alfredo Abrahão por Organização Social

O Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou um inquérito civil público para apurar supostas irregularidades em um contrato de R$ 43 milhões entre a Prefeitura de Anápolis e a Associação Beneficente João Paulo II. A investigação mira o ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos), três ex-secretários municipais de Saúde e a organização social (OS) responsável pela gestão do Hospital Municipal Alfredo Abrahão (HMAA).
Além de Roberto Naves, o MPGO investiga os ex-secretários de Saúde Júlio César Teles Spíndola, Elinner Rosa de Almeida Silva e Aladim Batista Nepomuceno Filho. Todos responderam pela pasta durante a vigência do contrato com a organização social pernambucana. Também é alvo do inquérito o presidente da associação, Pedro Alberto Paraíso Almeida, além de servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e fiscais responsáveis por acompanhar a execução do ajuste.
O Foco do Inquérito
A promotoria apura se houve omissão ou falha na fiscalização dos repasses milionários e na prestação de serviços dentro da unidade hospitalar. O objetivo é identificar possíveis danos ao erário e irregularidades administrativas na condução da gestão compartilhada entre o município e a OS.
O inquérito requisitou documentos e depoimentos dos envolvidos para analisar a legalidade dos pagamentos e a efetiva entrega dos serviços contratados. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os investigados podem responder por improbidade administrativa.


