Enquanto Macron celebra “fim da ditadura”, Lula condena ação e fala em “ingerência inaceitável”.

O destino da Venezuela e a legalidade da ação militar dos Estados Unidos serão colocados à prova na manhã desta segunda-feira (5), na sede das Nações Unidas, em Nova York. O Conselho de Segurança da ONU realiza uma reunião extraordinária às 12h (horário de Brasília) para discutir a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação que redesenhou a geopolítica das Américas no último final de semana.
O encontro ocorre sob um clima de forte divisão internacional. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom, afirmando que a operação americana “ultrapassa uma linha inaceitável” e ressuscita fantasmas das intervenções imperialistas na América Latina. O Brasil, representado pelo embaixador Sérgio Danese, deve manter uma postura crítica, defendendo que a solução para a crise venezuelana não deveria ter ocorrido via “ingerência externa”.
Do outro lado, o presidente francês Emmanuel Macron, tradicional aliado de Lula, desembarcou no campo oposto. Macron celebrou a queda de Maduro, afirmando que o povo venezuelano está “libertado da ditadura” e sinalizando apoio total a um processo de transição política liderado pela oposição.
Maduro na “Prisão dos Famosos”
Enquanto os diplomatas debatem, Nicolás Maduro já experimenta a realidade do sistema carcerário americano. Ele está detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, conhecido por abrigar detentos de alta periculosidade e celebridades do crime. A procuradora-ger
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Conspiração de narcoterrorismo (como chefe do Cartel de los Soles);
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Importação de cocaína em larga escala;
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Posse de armas destrutivas e metralhadoras.
Se condenado, o ex-líder venezuelano enfrenta uma pena que varia de 20 anos à prisão perpétua.
A reunião foi convocada pela Colômbia, de Gustavo Petro, que tem sido o principal crítico de Donald Trump na região. O chanceler venezuelano, Yván Gil, classificou a captura como “criminosa” e apelou à Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) para que não se cale diante da “lei do mais forte”.



