GAEPP apura suspeitas de manipulação de contratos, favorecimento de empresas e pagamentos indevidos dentro de programas habitacionais da Agehab

Uma operação do Ministério Público de Goiás (MPGO) realizada nesta quarta-feira (18) encontrou uma quantia significativa em dinheiro, incluindo cédulas de real e dólares, durante o cumprimento de mandados da Operação Confrades.
Os alvos incluem o empresário André Luiz Hajjar, conhecido como Dedé Hajjar, e o vice-presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Wendel Garcia da Silva. Também foram cumpridas ordens judiciais em endereços ligados a empresários e integrantes da estrutura da autarquia.
Imagens divulgadas pelo Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP) chamaram atenção ao mostrar maços de dinheiro organizados sobre uma mesa, com notas de real misturadas a moeda estrangeira. O registro reforça as suspeitas investigadas pelo MPGO.
Apesar da repercussão das imagens, o órgão não informou o valor total apreendido nem em qual dos locais o dinheiro foi encontrado.
A investigação apura possíveis irregularidades em contratos públicos ligados à Agehab, incluindo suspeitas de manipulação, favorecimento de empresas e pagamentos indevidos dentro de programas habitacionais no estado. As apurações seguem em andamento.
O que diz a Agehab
Em nota, a Agência Goiana de Habitação (Agehab) informou que o mandado de busca e apreensão foi expedido pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, a pedido do MPGO. Segundo o órgão, a operação não tem relação com a alta gestão da agência nem compromete os programas em execução.
A Agehab afirmou ainda que colabora com a Justiça, disponibilizando informações e registrando todos os processos eletrônicos. De acordo com a autarquia, os servidores envolvidos foram demitidos, e a instituição diz atuar para esclarecer os fatos à sociedade.
Veja íntegra da nota da Agehab
“A Agência Goiana de Habitação (Agehab) informa que foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual, sob pedido do MPGO. A operação não tem relação com a alta gestão da Agência nem prejudica os programas da empresa, conforme esclareceu o próprio MP em nota.
A Agehab colabora, prestando todas as informações à Justiça, e todos os autos e processos eletrônicos relacionados foram devidamente acessados e registrados. Os servidores envolvidos foram demitidos. A Agehab busca colaborar e esclarecer para toda sociedade.”



