Na delegacia a mulher disse que foi tudo brincadeira, mas ficou presa

A polícia civil do Distrito Federal irá instaurar um inquérito para apurar a atitude de uma técnica de enfermagem detida saindo da maternidade do Hospital Regional de Santa Maria que ocorreu no último sábado 28/03.
A técnica de enfermagem que trabalha na área de maternidade teve uma atitude estranha e acabou detida pela segurança do Hospital e acabou na delegacia presa. A funcionária, identificada como Eliane Borges Tavares Dias Vieira, de 44 anos, foi interceptada por seguranças na saída da unidade com uma criança recém – nascida nos braços.
A criança havia nascido há poucas horas, enquanto a mãe permanecia desacordada no pós-operatório. Aos seguranças e policiais, Eliane afirmou que a ação se tratava de uma “brincadeira”.
Em depoimento na 20ª Delegacia de Polícia (Gama), uma das vigilantes relatou que estava em seu posto quando viu a técnica deixando o setor obstétrico em atitude suspeita.
Ao notar a movimentação, a vigilante se levantou e questionou o destino da funcionária, que inicialmente ignorou o chamado e seguiu caminhando. A abordagem só foi concluída após a aproximação de uma segunda vigilante, que deu apoio à ação.
Ao ser confrontada pelas seguranças sobre o que carregava, Eliane revelou tratar-se de um bebê. Segundo uma das vigilantes, a técnica teria sorrido e afirmado: “Parabéns, você passou no teste”.
De acordo com relato da vigilante, Eliane insistiu que se tratava de uma “brincadeira” ou simulação para testar a eficiência da vigilância hospitalar, repetindo frases de elogio à segurança enquanto retornava ao setor.
A vigilante disse que, devido à gravidade da conduta acionou imediatamente o registro de ocorrência e a supervisão. Ela também contou que Eliane apresentou-se abalada, chorou e pediu desculpas, alegando estar passando por problemas pessoais.
Por sua vez, o superior de Eliane esclareceu aos policiais que nenhum técnico de enfermagem tem autonomia para retirar um recém-nascido do setor sem autorização e acompanhamento do enfermeiro responsável e do médico pediatra.
Ele também enfatizou que, caso houvesse necessidade de remoção para exames ou UTI, seria montada uma estrutura com maleta de parada cardíaca, medicamentos e equipe multiprofissional, o que não ocorreu no caso em questão.
Técnica negou acusações
A técnica de enfermagem negou qualquer intenção de subtrair o recém-nascido ou de retirá-lo das dependências do hospital.
Ouvida pelos policiais, ela relatou que estava em seu plantão de 12 horas e, após uma cirurgia cesariana, prestava assistência a um bebê que apresentava quadro de hipoglicemia.


