A época que foi preso, o líder religioso teria abusado de crianças da igreja onde era pastor em Valparaíso

O tribunal de justiça do estado de Goiás, através da segunda vara criminal de Valparaíso, condenou á 17 anos de prisão o réu Gilvan Gonçalves dos Santos, de 55 anos, por um dos crimes de estupro de vunerável cometido pelo acusado em Goiás, á época que foi preso, Gilvan era pastor em Valparaíso e teria abusado de uma criança que recentemente teria entrado na igreja que o acusado era pastor.
Audiência começou em setembro do ano passado, e passou por instrução em 19/02 deste ano, no dia 02/03, o réu foi condenado há 17 anos de prisão em apenas um dos processos, a condenação do acusado só foi possível pelo fato dele ter sido preso por policiais da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Valparaíso de Goiás, que na época, deram cumprimento no dia 16/07 do ano passado ao mandado de prisão preventiva referente a crime de estupro de vulnerável contra uma adolescente.
A situação do picareta, pastor Gilvan poderá agravar quando o acusado passar por outras audiências referentes aos outros processos que seguem em apuração.
Primeiro caso
No ano de 2020, o pastor se envolveu em diversos escândalos extraconjugais com mulheres da própria igreja. Um dos episódios envolveu uma jovem menor de idade, que, embora mantivesse um relacionamento sério com outra pessoa, prontamente recusou as investidas do pastor e compartilhou prints das mensagens enviadas por ele. O escândalo resultou na saída de vários membros da congregação.
Segundo caso
Segundo apurado pela reportagem, o referido pastor já havia sido denunciado anteriormente em outro caso envolvendo uma menor de idade nos meados de 2023, onde o acusado trocava mensagens com uma menor portadora de Síndrome de Down.
No caso mais recente
Segundo relatos da vítima que frequenta a igreja há poucos meses, o pastor Gilvan passou a enviar áudios e mensagens de teor sugestivo, demonstrando interesse em saber detalhes íntimos da adolescente. Em alguns áudios, o autor solicitou que ela aplicasse óleo ungido em seu corpo e chegou a convidá-la para buscar óleo e chocolates em sua residência, o que não ocorreu. Além disso, Gilvan passou a chamá-la de “bebezinha” e pediu que ela enviasse áudios de sua voz.
Gilvan pediu que ela mostrasse a cor da calcinha e deitasse na cama, tendo a jovem informado sua mãe sobre o ocorrido. Após relatar os fatos, a mãe procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher, onde foram adotadas as primeiras providências, incluindo a abertura de inquérito policial e o pedido de prisão preventiva com busca e apreensão.
Durante as investigações, ficou comprovado que Gilva possui histórico de prática de crime semelhante em 2020, com modus operandi semelhante, conforme relatório do sistema policial. Diante dos fatos, foi cumprido mandado de busca, apreensão e prisão preventiva do autor, que foi reconhecido por depoimentos e provas como responsável pelos crimes de estupro de vulnerável.
O criminoso está preso desde julho de 2025, na época ele estava escondido na casa de um fiel no Jardim Ingá.


