Bem-vindo – 10/04/2026 13:05

PCDF deflagra operação para prender acusados de pertencer facção criminosa no DF

Ao todo foram cumpridos 40 mandados de prisão temporária e 56 de busca e apreensão. Houve ainda o bloqueio de bens de 49 alvos, sequestro de veículos, imóveis e ativos digitais.

Nas primeiras horas desta sexta-feira (10/4), a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/ Decor) deflagrou operação para desmantelar uma organização criminosa de altíssima periculosidade que rompeu as fronteiras da capital da República para buscar especialização bélica no Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, criminosos brasilienses foram oficialmente “batizados” e integrados às fileiras do Terceiro Comando Puro (TCP), uma das maiores facções cariocas.

Mais do que uma aliança, o grupo participou de um “intensivão” tático, um verdadeiro “workshop do fuzil”, ministrado no Complexo da Maré, reduto e palco de guerras sangrentas entre o TCP e o Comando Vermelho (CV). Imagens obtidas pela Draco mostram os alvos do DF ostentando fuzis nas vielas da Maré, evidenciando o intercâmbio tático e a gravidade da conexão interestadual.

A ofensiva da Polícia Civil do DF (PCDF) mobilizou cerca de 200 policiais para o cumprimento de medidas judiciais severas, incluindo 40 mandados de prisão temporária e 56 de busca e apreensão. Houve ainda o bloqueio de bens de 49 alvos, sequestro de veículos, imóveis e ativos digitais.

O esquema possuía ramificações estrangeiras cruciais. Entre os alvos, figuram dois colombianos e um venezuelano. Um dos colombianos, peça relevante na lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho Amazonas alvo de difusão vermelha da Interpol, foi preso recentemente na Espanha, reforçando o caráter transnacional da rede investigada.

A PCDF destaca que, embora a conexão operacional com o Rio de Janeiro seja alarmante, até o momento não há indícios de instalação de uma estrutura própria das facções cariocas no DF.

A Operação Eixo cumpre o papel de asfixiar o braço financeiro e interromper o fluxo de drogas. Os investigados podem pegar de 11 a 33 anos de reclusão por crimes de tráfico, organização criminosa majorada e lavagem de dinheiro

 

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