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PMDF oficializa exclusão de ex-cúpula condenada pelos atos de 8 de janeiro

Em cumprimento a decisão do STF, o Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) publicou, nesta segunda-feira (13), a Portaria nº 440, que retira cinco coronéis dos quadros da corporação por perda do cargo público

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) formalizou nesta, segunda-feira (13), a exclusão definitiva de cinco oficiais que compunham a alta cúpula da corporação durante os ataques às sedes dos Três Poderes em 2023. A medida, publicada no Diário Oficial do DF, é um desdobramento direto da condenação criminal imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Penal nº 2.417.

​A Portaria nº 440, assinada em 9 de abril de 2026 pelo Coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares, fundamenta-se no Artigo 92, inciso I, alínea “b” do Código Penal Brasileiro, que estabelece a perda do cargo público como efeito automático da condenação quando a pena aplicada é superior a quatro anos.

​Os militares afetados pela decisão já se encontravam na reserva remunerada, mas agora perdem o vínculo oficial e os cargos na corporação:

​Fábio Augusto Vieira: Ex-comandante-geral da PMDF.

Klepter Rosa Gonçalves: Ex-subcomandante-geral.

​Jorge Eduardo Naime Barreto: Ex-chefe do Departamento de Operações (DOP).

​Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra: Ex-subchefe do DOP.

​Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues: Ex-comandante do 1º Comando de Policiamento Regional.

​Condenação

​Os oficiais foram condenados pela Primeira Turma do STF a penas que somam 16 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O colegiado seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que entendeu ter havido uma “omissão dolosa” e “contaminação ideológica” por parte dos comandantes, o que teria facilitado a invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF.

​Entre os crimes imputados estão:

​Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

​Golpe de Estado;

​Dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

​Próximos Passos
​Com a publicação da portaria, a PMDF encerra o vínculo administrativo com os ex-oficiais. Desde março de 2026, os cinco condenados já cumprem pena em regime fechado na “Papudinha”, a ala militar do Complexo Penitenciário da Papuda, após o trânsito em julgado do processo (quando não há mais possibilidade de recurso).

​As defesas dos militares, ao longo do processo, negaram qualquer omissão proposital, alegando falhas de inteligência e falta de efetivo suficiente no dia dos atos, mas os argumentos foram rejeitados de forma unânime pela Corte Suprema.

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