Sargento aposentado Ronaldo Machado deverá ser indenizado em R$ 206 mil por danos morais, materiais e estéticos; não cabe recurso.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou o Governo do Distrito Federal (GDF) e a fabricante de armas Taurus a indenizar um policial militar que foi baleado na perna após a própria pistola disparar sozinha. Segundo a decisão, desta terça-feira (20), Ronaldo Machado, que está aposentado, deve ser indenizado em R$ 206 mil.
O caso ocorreu em 2015, em Samambaia, quando o sargento desceu do veículo da PM e foi atingido pela arma de trabalho, uma Taurus PT 24/7, que estava na cintura dele. A pistola disparou duas vezes seguidas.
Policial militar aposentado Ronaldo Machado foi atingido por arma na perna, no DFRonaldo entrou com a ação alegando que a arma disparou sozinha, por um defeito de fabricação. A sentença foi por danos morais, materiais e estéticos, e não cabe mais recurso da decisão. A reportagem entrou em contato com o GDF e com a empresa Taurus, mas não recebeu resposta até a última atualização desta publicação.
Sequelas
Policial militar aposentado Ronaldo Machado foi atingido por arma na perna, no DFDesde o acidente, o militar precisou fazer cirurgias e seis meses e fisioterapia. Ele diz que ainda tem dificuldade para andar.
“Minha vida mudou da água para o vinho. Foram meses de sofrimento, de fisioterapia e tenho sequelas permanentes”, diz Ronaldo Machado.
Ele conta ainda que sua carreira, na Polícia Militar, foi interrompida precocemente. Depois do acidente, o PM foi transferido para a área administrativa da corporação mas, posteriormente, decidiu se aposentar.
Perícia e decisão da Justiça
A pistola passou por duas perícias. Mas a Justiça concluiu que “a arma periciada não foi entregue para avaliação nas mesmas condições em que se encontrava no momento dos disparos”.
Além disso, segundo o processo, “há controvérsia a respeito da existência de ‘inspeção’ na arma com objetivo de evitar ou reparar o constatado funcionamento defeituoso”.
A Justiça considerou também que a Taurus não fez “comunicação” ou “chamado” necessário para o reparo da arma. Sobre a responsabilidade do governo, o entendimento foi que, apesar do Executivo não ser diret



