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Tragédia em Itumbiara : protocolo de morte cerebral de Benício deve ser concluído em 48h

Benício é filho de Thales Machado, secretário da prefeitura de Itumbiara de atirou nos filhos e depois tirou a própria vida

Deve ser concluído em 48h o protocolo para determinação da morte cerebral de Benício Araújo Machado, uma das duas crianças que foram vítimas dos disparos do pai na madrugada do dia 12 de fevereiro, em Itumbiara. Ele é filho do secretário de Governo do município, Thales Machado, que, depois de disparar nos filhos, tirou a própria vida. Benício tem oito anos e está internado no Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC). Ele é irmão de Miguel, que tinha 12 e foi sepultado no fim da tarde do dia 12 no cemitério Avenida da Saudade, também em Itumbiara. O protocolo de morte cerebral, segundo explicaram para o Mais Goiás pessoas que acompanham o caso, segue critérios técnicos rigorosos definidos pela legislação médica brasileira.

Abaixo, os pontos fundamentais sobre este procedimento: Exames clínicos: O protocolo exige dois exames clínicos realizados por médicos diferentes, ambos especificamente capacitados. Um deles deve ser obrigatoriamente um neurologista ou neurocirurgião. Intervalo de tempo: Existe um intervalo mínimo entre essas avaliações, que varia conforme a idade do paciente. No caso de crianças na faixa etária de Benício (8 anos), o intervalo é rigorosamente monitorado para garantir a precisão do diagnóstico. Teste de apneia: Este é um procedimento que verifica se o corpo do paciente tenta respirar de forma independente quando o ventilador mecânico é ajustado. Exame complementar: Além dos testes físicos, é obrigatória a realização de um exame que comprove a ausência de fluxo sanguíneo no cérebro ou a ausência de atividade elétrica (como um eletroencefalograma ou uma angiografia cerebral).

Durante a execução dessas etapas, o Hospital São Marcos mantém Benício sob suporte avançado de vida. Isso inclui o uso de ventiladores mecânicos para oxigenação e medicamentos para manter a pressão arterial e o funcionamento dos órgãos. O hospital reforçou que o silêncio sobre a evolução do quadro é uma *diretriz da família, que possui o direito legal de restringir a divulgação de boletins médicos. O prazo das últimas 48 horas se encerra neste sábado (14), quando o diagnóstico será definitivo.

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