Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão contra três pessoas e duas empresas. Segundo o delegado, os ingressos que custavam R$ 500 eram revendidos pelo grupo por R$ 1,5 mil.

A Polícia Civil de Goiás suspeito de desviar e revender ilegamente entradas com valores até três vezes maior. O caso é investigado pela Operação Pole Position e, além do mandado de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra três pessoas e duas empresas em Goiânia e Aparecida.
Os mandados foram cumpridos nesta sexta-feira (20). O delegado Willian Bretz, responsável pela investigação, disse que o suspeito confessou a prática, mas alegou que não sabia que se tratava de um crime.
Segundo a polícia, a operação investigou o grupo criminoso especializado no desvio e revenda ilegal de ingressos do MotoGP Goiânia que obtinha lucros de até 200%. As investigações revelaram que o grupo usava o acesso à organização do evento MotoGP por meio de empresas do ramo de turismo.
Essas empresas do ramo de turismo negociavam os ingressos corporativos com os parceiros oficiais da organização, sob o pretexto de venda legal vinculada a pacotes turísticos. Entrentanto, a revenda não era vinculada aos pacotes, mas feita de forma avulsa no varejo com preços superiores ao tabelado e estampado no bilhete.
Segundo o delegado, os ingressos do setor F custavam R$ 500, mas eram revendidos pelo grupo por R$ 1,5 mil. O suspeito é investigado por crimes de cambismo e facilitação ao cambismo, cujas penas máximas somadas podem chegar a mais de 11 anos de reclusão. O delegado Bretz ainda orientou que o público procure pelos canais oficiais para adquirir os ingressos para o evento.
“A gente orienta para que não seja vítima, seja de um ingresso falsificado, seja de um ingresso que tenha sido cancelado por ter sido descoberto que aquele ingresso é da prática de cambismo”, esclareceu.


