Apontado como um dos maiores especialistas em explosões de caixas eletrônicos do estado, criminoso acumulava 15 passagens pelo mesmo crime

Marcelo Antônio Marques Pereira, de 46 anos, conhecido no submundo do crime como “Mad Max”, morreu em confronto com a Polícia Militar na manhã do último sábado (30/5), em Aparecida de Goiânia. Considerado pelas forças de segurança um dos principais articuladores de roubos a bancos e explosões de caixas eletrônicos em Goiás, ele era investigado por comandar uma quadrilha especializada em ações violentas da modalidade conhecida como Novo Cangaço.
Segundo a Companhia de Policiamento Especializado (CPE), Marcelo possuía ao menos 15 passagens por explosões de caixas eletrônicos e era apontado como responsável por coordenar diversas ações criminosas em cidades goianas. Somente em Goiás, ele teria participado de pelo menos oito ataques a instituições financeiras.
De acordo com a Polícia Militar, o criminoso preparava uma nova investida quando foi localizado. Durante a operação, os policiais encontraram em sua residência um verdadeiro arsenal, composto por explosivos, munições de fuzil, radiocomunicadores, coletes balísticos e roupas camufladas utilizadas em ações criminosas.
Envolvido em explosões
As investigações apontam que Marcelo esteve envolvido em explosões de caixas eletrônicos em agências bancárias localizadas em Goiânia, Minaçu e Itaberaí. Seu nome já figurava entre os mais procurados pelas forças de segurança devido ao histórico de ataques planejados e executados com alto grau de organização.
A trajetória criminosa de “Mad Max” ganhou destaque em 2016, quando a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha formada por seis integrantes responsável pela explosão de cinco caixas eletrônicos em Goiânia. Na ocasião, Marcelo foi preso acusado de liderar o grupo. Anos depois, em fevereiro de 2019, outros três suspeitos foram detidos por fabricar bombas artesanais utilizadas nos ataques atribuídos à organização.
A polícia informou que já monitorava a atuação da quadrilha desde o último dia 22, quando outro integrante do grupo, Crenilton Ferreira Barreto, de 44 anos, morreu durante confronto com equipes policiais no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia.
Bope acionado
Na residência de Crenilton, os agentes também localizaram explosivos, armas de fogo e munições. O material reforçou as suspeitas de que a organização preparava uma nova ofensiva criminosa de grande porte.
Nos dois casos, o grande volume de artefatos explosivos exigiu a atuação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). As equipes realizaram a detonação controlada dos materiais encontrados em áreas próximas aos imóveis para evitar riscos à população.
Com a morte de Marcelo, a Polícia Militar acredita ter desarticulado uma das principais lideranças criminosas especializadas em explosões de caixas eletrônicos e ataques a bancos em Goiás. As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização e possíveis planos criminosos ainda em andamento.



