Bem-vindo – 01/06/2026 17:53

Médicos são proibidos de usar PMMA em procedimentos estéticos; veja nova regra

Em Goiás, ao menos duas pessoas morreram em decorrência de prodcedimentos com PMMA

Médicos de todo o Brasil foram proibidos de usar PMMA (polimetilmetacrilato) como substância preenchedora em procedimentos estéticos. A medida foi anunciada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e entra em vigor a partir desta terça-feira (2). A proibição abrange procedimentos tanto para fins estéticos quanto reparadores.

Segundo a nota do CFM, a única exceção é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids e desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A decisão ocorreu após mais uma morte em decorrência do uso do produto. Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, morreu no último dia 26 depois de passar mal em uma clínica estética localizada em São Paulo. Em Goiás, ao menos duas pessoas morreram no estado em decorrência de complicações por uso de PMMA entre 2024 e 2026 (relembre abaixo).

Apenas médicos 

A decisão afeta apenas os médicos. O CFM já tinha pedido a proibição total de comércio à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que ainda não foi feito. Vale ressaltar que a Anvisa só recomenda o uso do produto para médicos e dentistas, em duas situações:

  • No preenchimento do rosto e do corpo
  • Na correção de deformidades no rosto no pós-tratamento de pessoas que foram infectadas com o vírus HIV

Mortes em Goiás

O último caso de morte em decorrência do uso de PMMA em Goiás ocorreu no dia 8 de março deste ano. Conforme investigação da Polícia Civil (PC), Isabel Cristina Oyama Jacinto Gonzaga, de 59 anos, teve complicações após um procedimento estético com o produto em uma clínica de Goiânia.

A mulher realizou o procedimento no dia 10 de fevereiro. Após a morte de Isabel, a família que reside em Leopoldo de Bulhões denunciou o uso de polimetilmetacrilato nos glúteos da paciente.

Em 2024, a modelo e influencer Aline Maria Ferreira da Silva, de 33 anos, também morreu após complicações pelo uso de PMMA para aumentar os glúteos. O procedimento foi realizado em 23 de junho de 2024, em Goiânia, sendo que Aline faleceu no dia 2 de julho após dias internada em um hospital de Brasília.

A empresária Grazielly da Silva Barbosa, responsável pelo atendimento da modelo, virou ré em fevereiro de 2025 por provocar a morte da influenciadora, depois que a Justiça acatou denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

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