Dinheiro desviado de empresa de capitalização foi usado para bancar viagens, carros de luxo, imóveis e criação de uma empresa concorrente

Lucas Vitor Paiva Chereze e Jaqueline Isabel de Almeida Chereze (foto em destaque), presos no último sábado (13/6), são investigados por desviar mais de R$ 1 milhão de uma empresa de capitalização para custear uma vida de luxo e estruturar a própria plataforma de sorteios, a Brasília Solidária. Segundo as investigações, o casal foi detido quando se preparava para deixar o país e fugir para os Estados Unidos.
Enquanto ostentava viagens internacionais, veículos de alto padrão e uma série de vídeos de dança no TikTok, o casal, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), financiava o estilo de vida luxuoso com dinheiro desviado da empresa de capitalização.
As postagens também registram hospedagens em hotéis e resorts de luxo, refeições em restaurantes sofisticados, participação em festas e visitas a cassinos, reforçando a rotina de ostentação exibida pelo casal.
A abundância não se limitava às redes sociais. O casal também residia em uma mansão em Vicente Pires (DF), um dos elementos que, segundo as diligências, evidenciam o elevado padrão de vida mantido pelos suspeitos.

Lucas Chereze teria se aproveitado do acesso privilegiado às contas da empresa para abrir contas bancárias em seu nome, direcionar depósitos realizados por distribuidores e efetuar transferências e saques sem autorização.
Durante a operação, os agentes apreenderam duas pistolas, uma espingarda, cofres, passaportes, um veículo de luxo e outros automóveis utilizados pela empresa investigada.

O casal responde por apropriação indébita qualificada, associação criminosa, coação no curso do processo e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 20 anos de prisão.
Por meio de nota divulgada no Instagram, a defesa da empresa de capitalização informou que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos que eventualmente sejam solicitados, “reafirmando seu compromisso histórico com a legalidade, a transparência, a integridade institucional e o respeito aos seus participantes”.
A assessoria jurídica também ressaltou que vai continuar acompanhando o caso e adotando todas as medidas cabíveis para a proteção dos interesses da instituição, dos parceiros comerciais e dos participantes.



