Bem-vindo – 16/07/2024 03:44
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Bando cria delegacia falsa para “denunciar” golpe dos nudes

Com cenários realistas e interpretações emocionadas, criminosos se passam por policiais para faturar com o chamado “golpe dos nudes“. O objetivo do grupo é extorquir pessoas de alto poder aquisitivo. Para isso, usam até mesmo algemas e armas falsas.

De acordo com a PCDF, a fraude funcionava da seguinte forma: os criminosos selecionam as vítimas em potencial nas redes sociais. Os critérios envolvem faixa etária e status social. Eles fazem contato por mensagem e iniciam o assédio.

Um criminoso, passando-se por uma mulher bonita, finge interesse, faz elogios e pede o contato de WhatsApp da vítima, na intenção de manter contato de forma mais reservada. A vítima acaba cedendo e passa a ter conversas íntimas, acreditando tratar-se de outra adulta.

Nessas conversas, a suposta mulher passa a enviar nudes e solicita o mesmo. Após a vítima estar completamente envolvida, entra em cena outra golpista, fingindo ser mãe de uma adolescente, com quem o adulto estaria, de fato, conversando. A vítima, então, é informada que na verdade a troca de mensagens de teor erótico teria sido feita com uma menina, de apenas 13 anos.

Ameaçando levar o caso à polícia, os criminosos passam a extorquir as vítimas, exigindo altas quantias. Quando as vítimas resistem em fazer os depósitos, para dar credibilidade ao teatro, enviam vídeos nos quais os supostos pai/mãe da menina estão na polícia falando com o delegado.

Outras vezes, os criminosos também ligam fingindo ser policiais e exigem o dinheiro para arquivar a ocorrência. Quando as vítimas fazem a transferência, os golpistas enviam um vídeo no qual quebram um celular com martelo, dizendo que o aparelho seria da suposta mulher e que a vítima poderia ficar tranquila, pois a mensagem teria sido destruída.

Os responsáveis pelos envios das mensagens usaram servidores internacionais para manterem-se camuflados. Todos os envolvidos serão indiciados por extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro com penas que podem chegar a 26 anos de reclusão.

Investigação

A investigação começou com o registro de ocorrência de uma vítima do DF, que teria pago cerca de R$ 15 mil ao grupo. Todavia, as informações coletadas durante a apuração indicaram pelo menos outras 15 vítimas, espalhadas pelos estados de Minas Gerais (MG), Mato Grosso do Sul (MS) e Mato Grosso (MT), Goiás (GO), Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS).

Uma das vítimas chegou a ter prejuízo de R$ 220 mil. Outras optaram por não registrar ocorrência por sentirem-se envergonhadas. Os valores eram depositados de maneira fragmentada, em dezenas de contas, que depois eram concentradas em um indivíduo central, alvo das buscas desta manhã.

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