Ela contou que a vítima tinha uma faca e corria risco de morte e foi salva pelo companheiro

João Vitor Mendes Diniz, de 26 anos, que foi preso suspeito de matar um homem esfaqueado enquanto a vítima fazia sexo em um carro, em Taguatinga Sul (DF), afirmou durante o interrogatório que agiu para defender a esposa, Maria Elane da Silva Morais, de 28, que é garota de programa. “Comecei a escutá-la gritando, quando cheguei perto, ele estava com a faca na mão, me cortei e a defendi”, disse.
Ele admitiu ter desferido pelo menos cinco facadas. “Não contei não. Deve ter passado de umas cinco. Depois, botei ela dentro do carro. Só queria levá-la para longe.”
Presos pelos policiais militares do 8ª BPM (Ceilândia), o homem disse à polícia que trabalha em um bar na região. Segundo ele, após a mulher dizer que estava com medo, passou a acompanhá-la nos encontros íntimos. A mulher também foi presa suspeita de envolvimento.
“Esse cara chegou, colocou ela no carro e foi para aquele canto que fica bem perto de onde eu moro. Ele ficou com ela lá no carro, e eu fiquei de longe, observando. Foi aí que comecei a escutar ela gritando”, relatou. Depois do crime, os dois entraram no veículo e foram embora. O corpo da vítima foi localizado embaixo de um caminhão no local do crime.
Esfaqueado pelas costas
O crime ocorreu no último domingo (10/5). Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima é atacada por um dos criminosos. Johnes trabalhava como vendedor. De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), no nome da vítima consta um processo por roubo majorado.
Casal preso pela PMDF
Um casal foi preso na madrugada desta terça-feira (12/5) por policiais militares do 8º BPM, em Ceilândia. Os suspeitos vão responder por latrocínio, já que foram encontrados com o veículo da vítima. Os suspeitos foram localizados após monitoramento da Inteligência da PMDF. O carro foi flagrado circulando pela região de Ceilândia. Os envolvidos foram levados à 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul, responsável pela investigação, para as providências cabíveis.



