Bem-vindo – 16/07/2024 02:31
Previous slide
Next slide

Grupo que aplicava golpes contra servidores públicos são presos pela Polícia Civil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com o apoio do Procon-DF e da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), deflagrou, nesta quinta-feira (5/7), a Operação Shark, que tem o objetivo de desarticular organização criminosa que atuava no DF. Foram cumpridos, até o momento, cerca de 20 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão temporária na região central de Brasília e no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Civil do DF, os golpes ocorrem conforme o perfil das vítimas. A maioria delas são servidores públicos, idosos e aposentados que possuem ou possuíram empréstimos consignados, mas que ainda têm margem para novos empréstimos. O contato inicial desses golpistas é sempre feito através de ligação telefônica.

As empresas que aplicavam golpes treinavam os empregados para analisarem o perfil financeiro das vítimas. Quando esses funcionários entram em contato com essas pessoas, eles afirmam falsamente terem sido contratados por bancos no DF e pelo Banco Central. “Justamente neste período de pandemia, para informar sobre a possível restituição de taxa paga de forma indevida, eles fazem com que tais pessoas compareçam aos escritórios localizados nos três estados e no DF. Ao chegarem ao local, são induzidos a contratarem novos empréstimos pessoais e a repassarem os valores para a conta daquelas empresas”, informou a PCDF.

Além dessa modalidade, são oferecidas às vítimas a redução das parcelas de empréstimo por meio de um tipo de portabilidade, mas na verdade o cliente acaba contratando novos empréstimos, com taxas até mais elevadas, para depois realizar a transferência do valor para as empresas.

Em todos os casos, as empresas não realizam o pagamento dos valores repassados e as vítimas se tornam devedoras em dois ou mais contratos de empréstimos.

Somente no DF, até o momento, foram identificadas cerca de 70 vítimas, que fizeram reclamações em sites especializados e em páginas das redes sociais.

As investigações tiveram início no começo de 2020 e constataram a movimentação de cerca de R$ 90 milhões durante um ano.

Quem comete crimes desse tipo pode responder por organização criminosa (reclusão de 3 a 8 anos) e lavagem de dinheiro (reclusão de 3 a 10 anos), segundo a Polícia Civil do DF.