Bem-vindo – 19/04/2024 11:43
Previous slide
Next slide

PCDF desarticula organização criminosa que sonegou R$ 43,7 milhões

A ação contou com a participação de aproximadamente 30 policiais civis do Distrito Federal, Minas Gerais e Paraná

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT) do Departamento de Combate ao Crime Organizado—Decor, desmantelou na manhã desta terça-feira (2) um grupo responsável pela Operação Identidade Dobrada. O grupo criminoso era especializado em sonegação de impostos, causando um prejuízo estimado em R$ 43,7 milhões aos cofres públicos do DF.

Durante a operação, nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências dos envolvidos, no escritório de contabilidade que prestava serviços ao casal de empresários e em outros locais.

No entanto, não foram realizadas buscas nos endereços das empresas envolvidas no esquema, pois se tratavam de empresas fantasmas, existindo apenas no papel. As diligências realizadas permitiram à PCDF reunir provas para fortalecer os indícios contra os investigados, identificar outros envolvidos no esquema, rastrear o destino dos valores sonegados, apreender bens e valores para ressarcir os cofres públicos, além de concluir o inquérito policial.

O grupo criminoso operava há cerca de uma década no DF, utilizando empresas fantasmas criadas com documentos falsos, incluindo carteiras de identidade, para realizar a sonegação de impostos. Segundo a investigação, “As empresas eram abertas em nome de laranjas e testas de ferro, que não tinham conhecimento das atividades ilícitas.”

A investigação, que durou meses, identificou um casal de empresários de Uberlândia (MG) como os principais responsáveis pelo esquema. Outros envolvidos residem em Valparaíso de Goiás (GO) e Maringá (PR). Os suspeitos estão sendo investigados pelos crimes de integração em organização criminosa ou associação criminosa, sonegação fiscal, falsificação de documento, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Caso sejam condenados, podem enfrentar uma pena de até 30 anos de prisão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *